quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Entrevista com Sidney Rezende


Sidney RezendeVocê sempre quis seguir a carreira jornalística?
Na verdade, na infância, eu não me imaginava ser jornalista um dia. Embora sempre tenha sonhado em poder influir nos destinos da sociedade. Acho que toda criança convive com estes sonhos triunfais. Bem pequeno eu pensava em ser motorista de ônibus, depois engenheiro e por fim diretor de cinema. Dirijo mal, não domino matemática e jamais poderia ser diretor de filmes. Estimulado a fazer um curso universitário tive que escolher: Publicidade ou Jornalismo? Optei.

E em algum momento você pensou em desistir?
Nem da vida e nem da profissão. Já vivi muitos momentos de baixa, de dificuldades e de desilusões momentâneas. Abandonar, nunca!

Desde o começo de sua carreira, você sempre realizou vários trabalhos ao mesmo tempo, como faz até hoje. Como você consegue concilia-los?
Não me faça perguntas difíceis! A primeira vez que ouvi algo parecido foi em 1988, na coxia do Theatro Municipal, quando Otto Lara Resende e eu íamos receber um prêmio. Ele me perguntou baixinho - "Sidney, por que você trabalha tanto?" - E eu não soube responder e até hoje não sei. Creio que é o medo de voltar a ser pobre.

Teve algo na sua carreira que você se arrepende de ter feito ou falado?
Não me recordo de nada específico, mas errei muitas vezes e se pudesse voltar, gostaria de poder corrigir. Devo ter sido muito injusto com pessoas inocentes. A informação também é uma faca que corta e fere. É triste ser o autor de injustiças. Eu me esforço para acertar, mas sei os meus limites e os meus desacertos.

Como você avalia o ano que passou?
2006 foi um ano espetacular! Meu filho(Francisco Rezende) e eu nos dedicamos intensamente a criação do nosso site. E o sucesso dele nos surpreende muito. Em todos os 10 meses de existência batemos a audiência do mês anterior. Ou seja, o público, os parceiros e os nossos repórteres estão vivendo um caso de amor.

Que conselho você daria a quem está iniciando na carreira?
Leia bastante. Entenda que jornalismo é uma bela profissão, desde que você tenha uma mínima base cultural, conhecimento, informação e discernimento para não se deixar manipular, não manipular os outros e nem se embriagar com eventuais sucessos. A arrogância é um traço do nosso ofício e é um dos seus piores males.



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